sábado, 17 de novembro de 2012

Euro-chip, uma revolução no Radio Digital? Ou o mesmo do mesmo?


A União Européia de Radiodifusão, EBU, lançou este mês de novembro uma  campanha para a implementação no do  Euro-chip a ser embarcado nos novos receptores de rádio digital, assim como,  nos celulares que segundo a associação, dará um novo impeto a projeto das emissões e recepções sonoras digitais.
(Google images)

Euro-Chip integrará os principais standards tais como  os digitais (DAB/DAB+/DMB) e o  analógico (FM),convertendo-os num único e universal receptor cria
ndo um cenário interoperável e, de acordo com a EBU,  gerando importantes benefícios para os radiodifusores, industria e radio-ouvintes. 
Proprietários de qualquer dispositivo que contenha o Euro-Chip – incluindo smartphones e tablets– podem desfrutar de um recepção a custo zero de suas emissoras favoritas de rádio, mesmo quando cruzarem as fronteiras nacionais ou mesmo quando passarem da recepção do sinal analógico para o digital. 
A expectativa é a de que com esta inovação, os jovens passem a se interessar mais vivamente pelas transmissões das emissoras de rádio digital; As pesquisas realizadas pela EBU confirmaram que é o aparelho, ou terminal de recepção que importa e não especificamente o sistema de entrega que decide o que querem utilizar as pessoas.  
Parece lógico e óbvio, mas, por vezes, como nas discussões como estando ora vivenciando no Brasil, parece não ser, com as disputas em curso pela adoção de padrões específicos
A EBU discute algumas ações que justificariam  a massificação deste Euro-chip:
Eficiente uso de em sistemas de rede.  Euro-Chip facilita o trafego nas redes de telefonia móvel enquanto otimiza o uso das alocações de espectro radioelétrico para o rádio digital e analógico 
A audição custo zero.  Nos celulares, Euro-Chip permite que os ouvintes recebam os serviços de radiodifusão em qualquer parte sempre incremento de custos. Ou seja, os ouvintes não terão que pagar pela recepção radiodifundida.   
O Euro-Chip, deve criar um mercado europeu amigável para os dispositivos  pois permite atualizações e é interoperável, conversando com todos os sistemas de rádio digital existentes na Europa.permitindo a recepção de rádio em, dezenas de países do continente e apresenta um forte potencial para o desenvolvimento de serviços adicionais: que permitirá a crescimento de novos modelos de negócio e oportunidades criativas com a introdução dos processos de interatividade
As novidades não param se acontecer. Imagino que a Comissão que estuda o caminho para adoção de um sistema de rádio digital para o País ainda tem tempo para considerar também esta solução que foi apresentada pela EBU. 
Até para saber se esta inovação não é o mesmo do mesmo. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Problema que afeta a todos, mas que ainda não tem solução: A Lei de antenas


O Senado Federal através da PLS 239/12 está num impasse. Visto como um projeto que procura sanar conflitos de competência entre os níveis de poder, especialmente o municipal, o documento foi examinado esta semana na Câmara Alta  por por quatro comissões em conjunto






A discussão acalorada entre funcionários de diversos órgãos do governo federal e das empresas do setor de telecomunicações foram pouco alentadoras. 

Imaginem só vocês. A par das pertinentes e prioritárias questões referentes ao meio ambiente, cujos estudos  e aprovações são fatores que antecedem as liberações e autorizações previstas em Lei para o andamento em si dos projetos técnicos de implantação de equipamentos de recepção e retransmissão de sinais, existe a questão dantesca das diferentes e complexas leis municipais que regulamentam a colocação das antenas nas cidades brasileiros.  

Em razão disto, urge uma decisão que faça com que investimentos por parte do setor privado, acompanhados dos aportes do setor público possam ser otimizados e principalmente estar sob regras harmonizadas e homogêneas.  Não está sendo nada fácil. 

O assunto já foi alvo do pronunciamento do Secretário-Executivo do MiniCom, Cezar Alvarez que chegou a declarar em julho deste ano, em Porto Alegre, que não permitiria a "demonização do tema das antenas" bandeira utilizada pelas operadoras como explicação para as dificuldades da melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações no País. 

Esta questão interfere sim, diretamente nos investimentos da construção de 'sites' que possam dar conta da universalização e massificação dos serviços de telefonia móvel, banda larga , etc. Mas como bem disse o Sr. Secretário, não pode ser utilizado como desculpa para os baixos resultados obtidos pelas ofertas de serviços, campeões de reclamações em todo o território, abarrotando as mesas dos advogados dos Procons.

Eis mais um tema que tem passado ao largo da opinião pública, até por suas características complexas , mas que poderia muito bem ser alvo de debates nos municípios, maiores interessados numa solução positiva para esta problemática ligada diretamente a implantação para todos de redes de serviços de informática, corporativas ou domésticas, a preços acessíveis a todos brasileiros

Na verdade o projeto de autoria do Senador Vital do Rego do Estado da Paraíba visa alterar a Lei nº 9.472/1997, para determinar que o licenciamento de obras de infraestrutura de telecomunicações seja competência exclusiva da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), sobrepondo-se  as outras normativas de caráter municipal. 

A consequência: acabar com as restrições para a instalação de Estações Rádio-Base (ERB's), nos municípios brasileiros e que, como dissemos, constituem-se em regras de caráter totalmente dispares e, não raro, embutem nos textos legais, verdadeiras aberrações técnicas que podem chegar até a dificultar as instalações destes vetores. 

Vale a pena acompanhar de perto esta importante questão e, se possível, ainda tentar colaborar com a tal discussõo para a decisão seja benéfica a todos, especialmente aos cidadãos.




quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Brasil e Japão. Parceria em discussão.

Quando por volta de abril de 2006, o governo brasileiro recebeu a missão japonesa encarregada de discutir a adesão do País ao sistema japonês ISDB-T de TV Digital terrestre, tivemos do lado oficial a surpresa em ver que a comitiva nipônica não estava preparada para discutir qualquer modificação aos planos originais de seu sistema. Não estava preparada para concessões, quanto mais para inclusões de padrões tecnológicos.



Houve constrangimento e, de certo modo, indignação em razão da situação. Ficamos com a decisão em aberto, chegamos a voltar a Europa para reiniciar contatos e em menos de vinte dias  os japoneses retornaram ao Brasil com uma lista de bondades, muito em razão da lista que os europeus já haviam sinalizado .

Os japoneses, em carta assinada pela Diretoria da ARIB,  ofereciam ajuda na implantação do sistema no País, além da criação de um GTC (Grupo de Trabalho Conjunto) onde se discutiriam, além da harmonização das normas, com o aceite da introdução de inovações brasileiras, igualmente as questões das cooperação tecnológica, grupo que  ficou equivocadamente conhecido como o grupo dos semicondutores.

O GTC também abordaria os temas referentes ao treinamento e capacitação de nosso técnicos,, propriedade intelectual e financiamento.

Aos poucos, exceto o grupo 1, de harmonização, os outros grupos foram se esvaziando. No dia 26
próximo, termos mais uma rodada do GTC, oitavo da série, inicialmente realizado duas vezes por semestre e que há dois anos já não se encontrava. Neste encontro, apenas dois grupos, dos originais, vão se encontrar. O de harmonização e o de treinamento e capacitação. 

É verdade que  o lado brasileiro está apreensivo com a situação. Não é um cenário no qual se pode ficar de braços cruzados. Há questões como o futuro da TV Digital, os projetos de integração das plataformas de radiodifusão e banda larga, a internacionalização da TV Digital e as respectivas propostas de ações conjuntas. A experiência nos diz que nada será fácil.  

Vamos acompanhar as novidades japoneses da integração tecnológica das plataformas digitais? Vamos aderir aos protocolos MM e do Hybrid Cast  e que fazem o contraponto com a oferta européia Hbb - que faz com que o Velho Continente volte ao jogo da TV Digital em todo o mundo-?

Qual será a interpretação das regras do acordo original com relação a atualização do sistema e sobre a  sua propriedade intelectual? 

Os japoneses parecem não querer discutir o futuro. Afirmam que o acordo restringe-se ao acordo de 2006.

Com certeza está não é a interpretação sobre a temática do grupo 2, o da cooperação tecnológica entendida pelas autoridades brasileiras, como tendo o sentido de estender esta cooperação às novidades futuras a serem adicionadas ao sistema ISDB-T. Esta celeuma está  igualmente presente no grupo 4, o de propriedade intelectual. 

O grupo 5, o de financiamento só se reuniu por ocasião dois primeiros encontros. E o único ato concreto deste grupo foi a realização, sob os auspícios do JBIC, banco de fomento japonês, dos estudos realizados pela NHK/Marubeni em relação o cenário da TV Públicas no Brasil e a viabilidade econômica de um Operador de Rede de TV Digital Terrestre, a exemplo do existente em diversas partes do mundo e especialmente no território japonês. Mas isto foi em 2007. E mais nada.  

O governo brasileiro vai propor a abertura de novos grupos, entre estes, os mencionados acima como temas de interesse do Brasil somado, é claro, a um, especifico, sobre cooperação na questão do Swicht Off, o apagão analógico da Televisão Brasileira. 

O tema dos semicondutores merece uma postagem específica que prometo fazer mais a frente.