terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Brasil informara a China que quer lancamento do segundo satelite em 2014

Governo insistirá com China para adiantar novo satélite
O prazo original para que isso ocorresse era 2015, mas os planos mudaram depois que a tentativa de pôr o primeiro em órbita fracassou, na semana passada
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo
     Paulo Bernardo: ministro disse que satélite custou US$ 140 milhões. Como metade dele pertencia ao país e a outra metade à China, governo perdeu US$ 70 milhões
Antonio Cruz/

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, 17, que o governo insistirá com a China para adiantar a montagem e o lançamento de um segundo satélite ainda em 2014.
O prazo original para que isso ocorresse era 2015, mas os planos mudaram depois que a tentativa de pôr o primeiro em órbita fracassou, na semana passada.

"Já temos outro satélite já fabricado e pronto. Isso estava no orçamento do projeto, mas o que se pretendia era montar e lançar em 2015. Agora estamos discutindo a possibilidade de lançar ainda em 2014", afirmou, após participar da cerimônia de posso do novo conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Igor Vilas Boas de Freitas.

De acordo com o ministro, o acordo firmado entre Brasil e China para o projeto já previa a montagem e lançamento de um segundo satélite. "As peças foram feitas todas em duplicidade e foram todas junto com o satélite com a China", afirmou. "A discussão é se vai ser montado aqui ou lá."

O ministro disse que o satélite custou US$ 140 milhões. Como metade dele pertencia ao país e a outra metade à China, o governo perdeu US$ 70 milhões. A discussão sobre qual país vai arcar com os custos do lançamento do novo satélite, no entanto, ainda não foi feita.

De acordo com Bernardo, o satélite caiu devido a uma falha no foguete que faria seu lançamento. Um problema na mistura de combustível e oxidante desligou o terceiro motor do foguete dez segundos antes do tempo necessário. Por essa razão, o satélite não chegou a uma velocidade suficiente para se manter em órbita e caiu.

TV DIGITAL no Brasil. Uma questão urgente

A TV Digital precisa de decisões urgentes


O mercado, este ente que impõe politicas e justifica investimentos, regula indiretamente questões que não dizem respeito a este aglomerado de empresas, ou seja, as politicas sociais.

Enquanto se movimenta serpenteando entre os planejamentos de custos e receitas, normas, cronogramas, produção e desenvolvimento de produtos e sua comercialização o mercado transmite mensagens as autoridades constituídas sobre o espaço em que recursos públicos podem ser adotados ou não .

Me explico: O Estado, sob o ponto de vista da prestação de serviços aguarda os sinais provenientes do setor produtivo para estabelecer suas acoes concretas. Pode parecer injusto este ponto de vista não engajado, mas infelizmente, não o e. 



Quando se discutiu por volta de 2008, os caminhos para a disseminação da TV Digital, meses depois da  transmissão inaugural em São Paulo em 03 de dezembro de 2007, tinha-se a convicção de que era necessário trabalhar em três pontos fundamentais para se alcançar a universalização deste serviço de radiodifusão digital:  os investimentos numa rede de transmissão, de recepção e de conteúdos em Alta Definição, enveredando-se os operadores pela possibilidade difusa da interatividade.

Planos foram desenhados, números foram discutidos nas entranhas dos gabinetes, como também, no  Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital. A este tempo, nas vizinhanças de 2009, a discussão prioritária mudava de foco e passava a ser a difusão da Internet de Alta Velocidade. Nada mais acertado.

Enquanto se imaginava que o mercado daria conta da propagação do SBTVD, o discurso único dentro das hordas governamentais era a Banda Larga. Assim, o que havia sido contemplado com a sinergia dos Ministerios,  o programa da TV Digital, cujos efeitos se faziam notar pelo sucesso de sua implantação inicial, era deixado em segundo plano.



Deixou-se para o mercado a tarefa de massificar a TV Digital na mesma proporção dos 97.8% - dados do CETIC.br - de cobertura atual da TV analógica no Pais.

Some-se a isto, a introdução da politica do PNBL - Plano Nacional de Banda Larga - que em 2009/2010 disputou espaço politico com a radiodifusão digital na busca de investimentos e incentivos que haviam sido dirigidos anteriormente a este setor e que ainda necessitavam de acompanhamento permanente para se consolidar.

E baseado na pressao de um dos setores mais poderosos  do mercado, as telecomunicacoes e na conviccao de que as tendencia futuras do mundo da informacao apontava para um cenario global baseado na Internet, tomou-se a decisão de apoiar prioritariamente a construção do edifício da Banda Larga. 

Claro que esta medida era acertada. Precisamos de estradas e redes de dados com urgência. Este argumento nos parece extremamente obvio para coloca-lo em questão.  Entrementes, o que não poderia ter sido deixado sem sequencia era a continuidade da gestão da disseminação da TV Digital aquele tempo, possivel de ser conjugada com o PNBL.

Isto diz respeito a redes de transmissão com a construção de torres integradas de TV Digital e telecomunicações (que já existem na pratica), o concurso de satélites com plataformas hibridas, ou seja, com as bandas KA, KU,etc. e a a banda C.



Na vizinha Argentina se fez assim. Tomou-se a decisão de criar um programa conjunto entre telecomunicacoes e radiodifusão, o "Argentina Conectada". Sem comparações, deveríamos ter enveredado há mais tempo por um caminho comum, pois evitaríamos desperdícios, sobreposições e batalhas por hegemonias e considerações corporativas exageradas.

Mas o mercado brasileiro, com a mentalidade baseada em critérios do mundo desenvolvido, sem a devida atenção a elaboração de politicas customizadas que levassem em conta nossa realidade econômica e social, preteriu a TV Digital com propósitos interativos, seja porque não havia entre os radiodifusores modelos comerciais interativos sustentáveis, seja porque ferramentas com viés públicos eram, como se dizia 'obrigações de governo'

Mas não fizemos a opcao pela TV Digital publica interativa, e agora temos outra oportunidade de faze-la urgentemente. Todos, governos, corporações, todos juntos. A TV aberta não naufragou e não morrera. E já que gostamos dos exemplos que nos chegam do primeiro mundo, nos EUA a TV aberta atingiu números ate então não imaginados para um pais todo 'cabeado'.



Hoje já  são 17% dos estadunidenses que acompanham gratuitamente e diariamente a TV Free to air - para assistir a sua programacao 'ao vivo' em conjunto com a utilização dos serviços pagos e por demanda OTT e VOD,  conhecidos popularmente atraves de servicos como a NETFLIX, HULU, APPLETV, GOOGLETV, entre tantos. No caso descrito, cuja audiencia é eminentemente jovem, desligaram-se os serviços de cabo -  modelos  nos quais os acessos aos conteúdos são pagos mas ofertados em grades lineares, com horario fixo - numa ação conhecida como 'cord-cutting'. 

O que fazer: Amanhã iremos aprofundar esta reflexão.




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Novos tipos de virus como o audio virus ja preocupam especialistas

Vírus de computador pode se comunicar pelos alto-falantes?

Com informações da New Scientist - 29/11/2013
Dragos Ruiu é um pesquisador de segurança de computadores renomado e respeitado. Por isso ele está sendo levado a sério ao fazer uma denúncia que pode mudar a forma como a segurança dos computadores é vista.

Segundo Ruiu, tudo indica que seus laptops estão infectados por um malware que se comunica pelos alto-falantes e microfones.

Vírus de computador pode se comunicar pelos alto-falantes?

Pesquisador acredita ter descoberto um vírus que literalmente conversa com outros computadores, usando o microfone e os alto-falantes. [Imagem: Shutterstock/Unesp Ciência]

Vírus por áudio

A suspeita surgiu quando o pesquisador iniciou a instalação de uma nova versão do OS X da Apple em seu MacBook - o laptop começou a atualizar também o BIOS por conta própria.

Ruiu vem testando os computadores há três anos. E, desde então, documentou vários comportamentos estranhos dos notebooks, que ocorrem mesmo quando cabos de rede, Wi-Fi e Bluetooth estão desligados.

E tudo vem acompanhado de um som emitido pelos alto-falantes.

O pesquisador agora acredita realmente que há vírus desconhecidos escondidos em suas máquinas que estão sendo controlados por meio de sinais de ultra-som transmitidos de um computador infectado para outro.

A alegação lançou uma nova nuvem de preocupações no mundo da segurança da informação, já que um vírus capaz de se comunicar pelo ar, sem necessitar de conexões de rede, seria uma ameaça muito mais dramática do que os casos mais recentes dos vírus de estado, como o StuxNet e o Flame.




badBIOS

Alguns especialistas ainda duvidam dessa porta dos fundos sônica, mas a maioria diz que um malware baseado em áudio é uma possibilidade real.

Ruiu afirma que os computadores comunicam-se sozinhos por um som de alta frequência sendo transmitido pelos alto-falantes e captado pelos microfones dos computadores próximos.

Segundo ele, as emissões de ultra-som cessam tão logo o microfone do computador de recepção é desativado, o que mostra que o vírus teria "inteligência" suficiente para não ficar falando sozinho, ou apitando sem necessidade, o que poderia facilitar sua descoberta.


Ruiu afirma que os computadores comunicam-se sozinhos por um som de alta frequência sendo transmitido pelos alto-falantes e captado pelos microfones dos computadores próximos. [Imagem: Dragos Ruiu]

"Nós gravamos os sinais de áudio de alta frequência entre nossos computadores e vimos os computadores misteriosamente mudarem sua configuração mesmo quando não tinham conexões de rede, Wi-Fi ou cartões Bluetooth," disse Ruiu. "E eles estavam funcionando com as baterias, para que não estivessem recebendo qualquer coisa pelas linhas de energia."

Ruiu batizou o malware de "badBIOS" e acredita que o programa é instalado no computador e permanece dormente até ser ativado por um sinal sonoro.

"Isso tudo é conjectura até que uma análise forense encontre algo," admite ele.



Vírus à distância

Até hoje se considerava que computadores funcionando lado a lado, sem conexões de rede, eram uma forma super-segura de trabalhar em qualquer lugar.

Se Ruiu estiver certo, esse "isolamento pelo ar" não é mais garantia de nada, já que os vírus poderiam literalmente conversar entre si à distância.