terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Capitulo 2 . O projeto piloto da TV Pública Interativa

Nesta publicação apresento um sumário da execução operacional do piloto da TV Pública Digital Interativa que esta sendo realizado em João Pessoa, Paraíba com telespectadores escolhidos entre 100 famílias beneficiárias do programa Brasil sem Miséria.

A Transmissão do sinal digital, monitorado a partir do site da Câmara de Vereadores de João Pessoa, foi realizada a partir do canal digital 61 da Câmara dos Deputados. Participaram desta fase as empresas Harris que emprestou o transmissor digital, a Mectrônica que emprestou a antena irradiante, a EiTV, com o sistema de ativação de dados.



Inicialmente os engenheiros da EBC trabalharam na preparação elétrica da sala de transmissão. O quadro de distribuição foi montado com um disjuntor trifásico de 100A e usados cabos de 10mm² para ligação deste disjuntor ao transmissor  e às réguas de alimentação do rack de controle e monitoração de sinal e da interatividade. 

Foram ativados os equipamentos responsáveis pela recepção, processamento e monitoração dos sinais da 
TV Brasil e posto em ação o PLAYOUT , equipamento responsável pela geração da interatividade no canal de testes. 

Os técnicos da Mectrônica, empresa responsável pelo sistema irradiante, executaram a montagem da antena e passagem do cabo de RF entre a sala de transmissão e a torre. Foram montadas as linhas rígidas dentro da sala de transmissão interligando o transmissor em si, o patch de RF, a antena transmissora e a carga fantasma, dispositivo emprestado pela empresa SPINNER. 

Após a conclusão destas etapas, cuja base de energia esteve por conta de um transformador de 225KVA, técnico da empresa EiTV, remotamente, via Team Viewer acessaram e configuraram a interatividade no sistema de transmissão. Em seguida deu-se a instalação de receptor de satélite com saída SDI-embedded. Com a ativação deste receptor, uma placa conversora de sinais, antes utilizada na recepção da TV Brasil, pode ser aproveitada para a transmissão do sinal da TV Câmara .

Assim foram configurados no canal 61 UHF a transmissão das seguintes programações: TV Brasil que passou a ser sintonizado no segmento 61.1; TV Câmara que passou a ser sintonizado no segmento 61.2; O segmento de serviços interativos, que passou a ser sintonizado pelo segmento 61.3; e por fim o segmento 61.1SEG dedicado a reecpção móvel e sem acesso ao conteúdo interativo. 

Na próxima postagem daremos continuidade a este tour pelo projeto piloto da TV Pública Digital Interativa 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Piloto da TV Digital Publica Interativa começa com o pé direito

Como já publiquei em postagem anterior, o piloto que a EBC vem realizando junto a diversos parceiros em João Pessoa, na Paraíba teve sua primeira ação junto ao público no final de dezembro e os resultados foram auspiciosos. 

Foram oferecidos, através da transmissão broadcasting pelo canal 61 UHF,  duas programações em HD, da TV Brasil e da TV Câmara e mais um canal One Seg ( para dispositivos móveis e portáteis) complementado por um canal de dados. Este, inclusive é formato a ser apresentado as autoridades brasileiras quando das discussões do Projeto do Operador da Rede Nacional de Radiodifusão Pública Digital.

(Google Images)

Foram criados videos interativos ( e para isto um esforço significativo da empresa TOTVS que não mediu esforços para escrever as linhas de programação para o uso destes aplicativos televisivos para uso no ambiente Ginga. Foi preciso dar os primeiros passos para a implementação do perfil C do middleware  nacional. 

Assim, dividiu-se estes videos interativos em três áreas de interesse do público receptor deste programa, os 100 beneficiários do programa Brasil Sem Miséria inscritos no Bolsa Família, moradores dos bairros mais pobres da capital paraibana: 

-Trabalho: com apoio do Ministério do Trabalho foram produzidos três programas-piloto desenvolvidos pelo polo multimídia da Universidade Federal da Paraíba tendo como temas a obtenção e posse de documentos  como carteira de trabalho, CIC e Carteira de Identidade, além da bolsa de empregos 
( muda quinzenalmente ) e programas de qualificação profissional. 

-Saúde : com o apoio do ministério da Saúde, foram, produzidos 04 episódios desenvolvidos pela Universidade Católica de Brasilia produzidos através do uso da linguagem das comédias de situação abordando os programas:  Saúde em Família, Farmácia Popular, Vacinação e Aleitamento Materno. 

-Benefícios : com apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Ministério da Previdência, produziram-se 03 videos interativos desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina tendo como tema: Benefícios do governo Federal como o Bolsa Família e o Cadastro Único.

Todos estes aplicativos com linguagem para televisão privilegiaram a linguagem oral com o uso apenas tangencial de letreiros e textos de reforço. O público escolhido, a maioria analfabeta, precisa receber as informações através das palavras faladas e assim participar e desfrutar das informações.

O projeto já está em andamento com todas as cem casas em quatro bairros de João Pessoa  tendo os equipamentos, conversores ( com os aplicativos encapsulados ) e antenas já instalados. 

Agora se inicia a fase de aplicação de pesquisas sobre uso do equipamento, eficácia da linguagem e o acompanhamento sobre as questões da apropriação da informação e o consequente resultado medido através da oferta dos serviços presentes nos videos interativos e sua incorporação cotidiana, da busca pelos indicativos. Este trabalho, sempre é bom lembrar está sendo realizado pelos consultores do Banco Mundial.

Estaremos informado aos interessados através deste blog do andamento deste programa. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

2013. Tempo de avanços.

Chegou 2013. Aproveito para enviar a todos o leitores deste blog um tempo de êxitos pessoais e de muitas alegrias com os seus.

O que podemos esperar deste ano cujas expectativas da sociedade, em termos de projetos de infraestrutura, telecomunicações e comunicação de massa mostram-se bem altas?


                                                                    (Google images)

A nossa percepção é a de que possamos chegar ao final deste período anual com a malha de distribuição de Banda Larga ampliada e oferecida a custos acessíveis  Some-se a isto as políticas de incentivos já adotadas pela Presidenta Dilma Rousseff aliadas aos investimentos no satélite nacional.  

O clima para os investimentos intensivos como os necessários para o setor de telecomunicações não é de todo favorável. 

As empresas detentoras da concessões de serviços de telefonia fixa comutada e as que oferecem os serviços de caráter privado de telefonia móvel tem em seus conselhos de acionistas grandes dificuldades de aprovar os investimentos necessários para atender a massificação da oferta de banda larga de alta velocidade. 

Ainda vivemos num cenário onde convivem diversas plataformas de distintas gerações que vão desde o 2G, passando pelo 3G, 3G+ e o esperado 4G, mesmo que na frequência de 2.5 GHz, banda utilizada em alguns países europeus, mas que impede que os produtos LTE tem o mesmo perfil dos dispositivos oferecidos no maior mercado mundial , o estadunidense que opera na faixa dos 700/800Mhz.

Aliás, esta em discussão através de consulta publica da ANATEL a questão do uso da banda alta de UHF, entre os canais 60 e 69,utilizada historicamente pela radiodifusão especialmente para a cobertura de eventos  jornalísticos e artísticos. Sãs as frequências onde se estabelecem os enlaces para estas transmissões. Esta autorizações são dadas por períodos não superiores a 90 dias.  

Entretanto uma portaria do Ministério das Comunicações publicada pelo então ministro Helio Costa ao final de 2009, estabelece que este espaço no espectro deverá ser destinado as emissoras públicas de televisão. 

Ora, se é o Ministério das Comunicações o encarregado de produzir e implementar as politicas para o setor como explicar a desatenção da Agencia Reguladora esta norma e lança para sociedade uma consulta pública sem considerar este diploma legal em vigor?

Esta situação esta se estendendo a ponto de esgarçar-se na medida em que radiodifusores e os setores de telecomunicação de digladiam pela posse desta banda espectral. 

Ao mesmo tempo, criar-se dentro das Comunicações um grupo para estudar, propor e realizar o apagão
digital da TV previsto inicialmente para 2016. E outro para instituir politicas os conteúdos chamados criativos ( o que presume a existência de conteúdos não criativos , não é? ) com a instituição de laboratórios de produção de aplicativos. 

Já escrevi sobre este tema anteriormente. Estamos falando de aplicativos para as Smart TVs, bem no compasso dos aplicativos para a WEB, etc... Estaríamos também falando de videos interativos, objeto dos testes de interatividade da TV Pública em João Pessoa na Paraíba? Esta é opção para trabalhar com linguagem televisiva. Mas, em verdade, se tem interesse em trabalhar com linguagem televisiva ou a questão é desenvolver aplicativos para os ambientes IP? Ou os dois?

É, o ano de 2013 promete.