segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O novo nome da TV.

A Nova TV pode ter qualquer nome. Point, Brake, Joint ou mesmo New Screen. 
O certo e que nao sera mais TV

A televisão está mudando tanto e tão depressa que já nem pode mais ser chamada de “televisão”. A piada é que não existe um nome para aquilo em que a antiga televisão está se tornando hoje, então qualquer nome aleatório é bom o bastante até que algum gênio da publicidade crie uma marca registrada de uso global.

Fica a sugestão para os criativos de uma boa agência publicitária cunhar um nome que “pegue”.
E por que vamos chamar  a TV que surge hoje de “New Screen” e não mais de “televisão”? Porque o conceito, as tecnologias, a audiência, os hábitos de consumo e principalmente os modelos 
econômicos da antiga televisão não vão mais se aplicar no novo meio que está surgindo hoje.

Desde o surgimento da Web no começo dos anos 1990, a indústria da televisão se sentiu numa posição privilegiada em relação aos outros meios de comunicação. Como a TV é a mídia mais rica há muitas décadas, seus proprietários se consideraram a salvo desse tsunami digital, observando de suas altas e seguras torres o maremoto que varreu todos os outros setores da comunicação.

Os donos de redes de TV e seus associados consideraram a expansão da internet como uma ameaça menor; mais um incômodo, como o crescimento da TV paga ou a popularização do videocassete. Um fenômeno que, na pior das hipóteses, causaria a queda de uns poucos pontos no faturamento multibilionário, e sequer abalaria o lucro igualmente bilionário. Na melhor das hipóteses (na qual a indústria apostou sem pestanejar), a internet seria mais uma fonte de faturamento, ampliando as ofertas tradicionais de empresas com setenta anos de mercado. 

Os executivos sonharam que as redes de TV valsariam graciosamente na transição para o digital, mantendo seus níveis de audiência ajustados por mercado, seus patrocinadores, seus preciosos dados demográficos. Mas nenhuma mídia do século 20 poderia resistir à onda digital, mesmo que se sentisse protegida na torre construída pela imensa audiência e pelos cofres cheios.

Lenta, mas inexoravelmente, no curso dos últimos quinze anos, aquela audiência duramente conquistada com sangue, suor e válvulas desde os anos 1940 começou a sofrer mutações muito preocupantes para as empresas. Uma rebelião nas fronteiras, uma revolta. Ou como humanos normais que se transformam em zumbis ou vice-versa.

Uma multidão global de olhos fiéis, que se adaptaram às grades (nada metafóricas) de programação dos canais, ao ponto de adotarem a TV como relógio despertador e cronômetro de suas vidas e da vida de seus filhos. Uma legião que a televisão herdou do rádio, legião conquistada por meio século com imagens de um cinema em casa, imagens cada vez melhores, mais definidas, coloridas, com som hi-fi. 

E aqui há duas “legiões” totalmente encantadas. Uma é composta de famílias de alguma classe média com algum nível educacional e com algum poder aquisitivo. E a outra é formada por anunciantes/agências/políticos que compreenderam e reconheceram a televisão como a Pedra Filosofal da era contemporânea: uma máquina eletrônica onipresente capaz de vender praticamente qualquer coisa para o maior número possível de pessoas ao redor do planeta. Poder, riqueza, dominação.

Como, como, como seria possível abalar, ou sequer arranhar, o poderio desse colosso das comunicações? Ricos e aparentemente protegidos da revolução digital, muitos empresários do setor consideraram apenas os cenários positivos para o futuro.

E talvez agora vejamos como até os gigantes se esfarelam. Se o tsunami varreu imediatamente os jogadores menores, como a mídia impressa ou o rádio, em tempo a TV começou a ser afetada pela “radiação” da era digital, tão letal quanto as ondas que demoliram as outras mídias. A internet foi mais insidiosa e mais perversa na corrosão do lucrativo feudo da televisão. Como uma bomba de nêutrons, a internet não teve efeito instantâneo sobre a instituição, mas transformou radicalmente o público da televisão.

Na era pré-internet, esse público já tinha dado sinais de rebelião, com a chegada da TV a cabo e do lançamento dos gravadores domésticos de vídeo. Nos dois casos, as grandes redes e sua rede de parceiros comerciais conseguiram contornar o problema, usando soluções criativas, políticas, comerciais, tecnológicas, jurídicas e até puramente criminosas. Esse padrão é muito frequente no setor de mídia, diga-se. 

Um meio de comunicação que se sente ameaçado por concorrentes novos tenta primeiro vencer pela inteligência criativa, e depois faz investidas cada vez mais agressivas em cada esfera de atuação do inimigo. Às vezes essa forma de ataque funciona, às vezes não. Mas agora a onda digital varreu tudo, inclusive as torres mais altas. Diferentemente dos outros meios de comunicação, a televisão ainda tem muito fôlego, então será uma extinção em câmera lenta.

Surge New Screen, um novo meio a partir do antigo. É uma neo-televisão, muito maleável, muito plástica. Randy não é um bloco monolítico, nem estruturada como uma rede de emissoras afiliadas. Ao contrário, Randy é feito puramente de programação, e não de canais. New Screen é uma nuvem de conteúdos televisuais (séries, filmes, documentários, eventos esportivos, etc.) que podem ser selecionados e montados de acordo com a vontade do consumidor — e não na forma de “pacotes” ou “combos” impostos. O fenômeno do “cord-cutting”, os cancelamentos de assinaturas de TV paga, é a maior preocupação atual das operadoras nos EUA.

New Screen é Netflix (seu mais brilhante exemplo). Também é o serviço Amazon Fire. E mais todas as iniciativas de streaming e programas on-demand que as empresas tradicionais de TV estão lançando, desde a Globo até a HBO. É tudo on-demand, e agnóstico em termos de plataforma, sistema operacional e hardware. New Screen não tem grade de horário, nem horários de qualquer tipo. Tem “binge-watching”, que é a possibilidade de ver uma temporada inteira de uma série inédita — uma heresia impensável para a velha TV.


Essa “morte anunciada” da televisão pode soar estranha para quem ouve dizer que vivemos uma nova Era Dourada da TV. Só que alguns críticos veem nessa era de ouro o canto de cisne da TV tradicional. Como a TV tem bolsos muito fundos, é possível que não seja o cisne a metáfora, mas a fênix que renasce das próprias cinzas. Mas isso vai depender da inteligência dos executivos do setor — que são tão antiquados, tão nativos do século passado como seus equivalentes na indústria fonográfica e nos estúdios de cinema.

A sorte esta lancada. Como ficarao as TVs publicas nesta revolucao em transito?

com Estadao www.estadao.com.br

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

GIRED na ativa ja em dezembro

Com subgrupos técnicos, GIRED deve ser instalado na segunda semana de dezembro
A expectativa do recém-escolhido presidente do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (GIRED), conselheiro Rodrigo Zerbone, é de que a reunião de instalação do grupo aconteça na segunda semana de dezembro. Isso porque a previsão é de que as teles vencedoras do leilão da faixa de 700 MHz assinem os termos de autorização para uso da faixa na primeira semana de dezembro. De acordo com o edital de venda da faixa, o grupo deve ser constituído até dias quinze dias após a assinatura dos termos.
O grupo tem a função de coordenar os trabalhados da Entidade Administradora da Digitalização (EAD), que vai acompanhar a migração dos canais de analógicos para o digital, mitigar as interferências entre os sistemas de telecomunicações e radiodifusão e ainda coordenar a distribuição de filtros e set-top boxes para os beneficiários do Bolsa Família.
O GIRED será composto por representantes da Anatel e dos Ministério das Comunicações, bem como por representantes de todas as proponentes vencedoras da licitação de 700 MHz e, em mesmo número que essas, por representantes de entidades dos radiodifusores.
Zerbone explica que na reunião de instalação serão nomeados os membros e será discutido um regimento interno que criará subgrupos técnicos com o objetivo de "fazer a interlocução com a agência". "São muitos temas com nível de aprofundamento técnico muito grande", afirma ele. A ideia é que as decisões da EAD sejam discutidas anteriormente pelo subgrupo técnico correspondente, antes de serem aprovadas pelo GIRED. Os subgrupos, explica o conselheiro, serão coordenados pela Anatel, assim como o próprio GIRED.
texto de Helton Posseti.(telaviva)



VHF de alta. A TV Digital pode ter sua expansao por ai.

VHF de alta. A TV Digital pode ter sua expansao por ai.

O que fazer quando nao ha espaco disponivel no espectro radioletrico para abrigar canais de TV em UHF? Seria utilizar a banda de VHF de alta?

O que realmente preocupa é que em outros 96 municípios, segundo a Anatel, há falta de um canais livres para a operação de realocação  Nestes casos, excepcionalmente, a solução seria a migração para os canais de 7 a 13 do VHF de alta, possibilidade prevista na Norma Técnica 1/2010 do Ministério das Comunicações.
É importante ressaltar que não existem transmissores de sinais digitais para TV em VHF alto (canais 7 a 13 ) fabricados no Brasil exatamente por não haver demanda nem o serviço especifico destinado pelo MC e Anatel. Empresa europeias como as italianas "Onetastic" ou "Screen Service" ou mesmo a alema "Rhode and Schwartz" tem estes equipamentos e poderiam ser contatadas para estes testes em território brasileiro. 

O Ministerio iniciou em colaboracao com a EBC testes na cidade satelite de Gama, no Distrito Federal ainda nao divulgados. Mas e preciso expandi-los. Leva-los a Sao Paulo, Rio de Janeiro, etc. Ver o seu comportamento em situacoes criticas. Diga-se de passagem, esta sempre foi a conduta no Brasil para o desenvolvimento da TV Digital . Testar performances em cenarios complexos.

Igualmente existe homogeneidade na oferta de televisores digitais com  tuners (sintonizadores de canais )  que alcançam, esta faixa. O mesmo se da com os  conversores (Set Top Box) com sintonizadores a partir do canal 07 e indo até o canal 68, estão a disposição dos compradores no mercado. 

Com as regras estabelecidas para a faixa de 700MHz, cujo leilao se avizinha, a faixa para o uso de sinais de TV Digital iria da faixa de VHF a partir do canal 7 ate o canal 51 em UHF.
Entretanto, o mesmo não se dá com os celulares. A escolha do sistema nipo-brasileiro conferiu ao nosso sistema de TV Digital a possibilidade de enviar o sinal de TV Digital diretamente para celulares, (sistema de modulacao One Seg)  sem passar por qualquer rede de telecomunicações, portanto, mantendo o mesmo modelo de negocio das TVs fixas, ou seja, a gratuidade na recepção pelas audiências. Os celulares, fabricados no Brasil com estas características, não têm sintonizadores na faixa de VHF de alta. Começam pelo UHF, canais 14 a 68.

No Japão e na Coréia este serviço é utilizado em VHF de alta. Portanto não haveria necessidade de se haver qualquer política de P&D para desenvolvimento desta tecnologia, pois os footprints (etapas de produção) já existem. Bastaria que a o governo estabelecesse nesta etapa um processo de política industrial para o setor focando nestas nomenclaturas técnicas e concedendo benefícios para sua produção no País com a devida cláusula de obrigatoriedade na norma de regulamentação do serviço

Testes do Instituto Mackenzie em São Paulo mostram que a cobertura em VHS é maior que a do UHF. E que o ruído comum a essa faixa no sinal analógico praticamente desaparece no sinal digital. O único problema fica por conta de um pequena interferência que alcança as emissoras de FM, resolvido plenamente com o uso de filtros.

Repito, há que se fazer testes, ressaltamos,  em diversos cenários para se ter certeza desta ação do sinal da TV Digitalem VHF de slta. Inclusive para perceber como se comporta a interatividade nesta banda de frequencia. 

Teremos um longo caminho pela frente. Mas auspicioso.