domingo, 3 de fevereiro de 2013

A morte anunciada da TV aberta. Onde e porque?


O Site "Tela Viva"  publicou matéria esta semana que remete a todos a pensar em parâmetros de uso de espectro e de modelos de negócio em relação a sobrevivência do modêlo broadcasting em virtude da oferta de opções de transmissão de conteúdos audiovisuais por plataformas IP (internet protocol).

Lógico que o cenário desta discussão não é Angola, o Equador ou mesmo o Brasil. Trata--se da Alemanha, pais cuja pujante economia encontra-se em quarto lugar entre as maiores do mundo, com população de cerca de 55 milhões de habitantes e um índice de desenvolvimento humano invejável. 



Ou seja, por lá, a banda larga de alta velocidade oferecida por concessionários e pelo estado alemão e quase integralmente Fiber to home (Fibra na porta de casa) garantindo eficiência e estabilidade aos serviços especialmente aos acessos a Internet.

O grupo alemão RTL, segundo o site especializado,  responsável por transmissões radiodifundidas na região de Berlim , e igualmente concessionária das transmissões televisivas e radiofônicas para Brandemburgo declarou que irá interromper até o final de 2014 as transmissões por estas plataformas e dando como justificativa o alto custo das operações e, percebam, " a falta de perspectivas a longo prazo" . 

Em resposta, o órgão regulador destes estados alemães (a Alemanha não tem um órgão regulador nacional sendo a fiscalização e politicas de outorgas realizadas regionalmente) solicitou a RFL que continuasse a transmitir os sinais  de radiodifusão e, assim, desse continuidade ao programa de TV Digital, apesar de concordar com a decisão, acentuando apenas que seria adiantada.

Está claro que tanto o órgão regulador como a emissora alemã tem reservas quanto a migração do atual sistema DVB-T para o sistema DVB-T2, mais moderno, que permite o HDTV, (TV de Alta Definição), mas para o qual haveria necessidade de investimentos pesados tanto da parte de radiodifusores quanto dos telespectadores. Alegam que este processo, mesmo na Alemanha, levaria anos para se completar e que a este tempo futuro, os serviços de Internet  já estariam suficientemente desenvolvidos para oferecer serviços mais completos e baratos.  

Vamos lá. Primeiro o grande engano dos europeus em adotar um sistema em definição standard, excluindo a alta definição, que se verificou a e agora se consolida com um erro estratégico que só pode estar relacionado com o interesse de operadoras desde meados dos anos 90 pela modificação do sistema radiodifundido pelo o das telecomunicações. Gostaria que muitos por aqui refletissem neste aspecto. 

Assim, o que é um sistema gratuito e sem problemas de limite de banda de transmissão  e que, concordo, deveria merecer pelo menos no Brasil, (nossa lei para o setor é de 1962 com modificações regulamentares de 1967) novas regras de convívio seja sobre o ponto de vista de novos entrantes, do conteúdo nacional e do relacionamento com outras plataformas, seria substituído por serviços de telecomunicações pagos. 

Este sempre foi o vetor do DVB, primeiro com a oferta da TV Aberta  concomitantemente a da TV paga, através de operadores privados. Não se pensou em transmissão integradas com as plataformas móveis e portáteis e em interatividade  (o que neste caso é um paradoxo, com a interatividade plena, a participação das telecomunicações estaria garantida através da necessidade do uso do canal de retorno,  não é?). O DVB-T2 faria, em parte, estes serviços, mas com a dificuldade de produzir uma nova migração digital. Será que não haviam percebido este imbroglio?

Diogo isto porque este fato pesou e muito na decisão do grupo liderado pela então Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff pela adoção do sistema japonês ISDB-T. Disseminamos tais conceitos na America do Sul, Central, na Africa (onde tivemos e ainda temos disputas acirradas com os europeus) com sucesso, muito em virtude de um situação nestas regiões muitas distintas do cenário alemão. 

Mas , penso que é de fato uma mudança de modelos e de controle sob a produção e transmissão de informação está agora sendo efetivado. Desde os anos 90, como disse, a UIT ( União Internacional de Telecomunicações ) vem apoiando a mudança de espectro para introdução de ofertas de transmissão por telefonia móvel  bandas do espectro historicamente utilizadas pelos sistemas de radiodifusão. Ninguém duvida disto. 

Só para refletir. Quem vai pagar pela produção e transmissário de grandes eventos, de cunho jornalistico, artístico, etc, cuja infraestrutura necessária, cara e complexa, foi desenvolvida ao longo dos anos pelas emissoras de rádio e TV? Teríamos empresas com tais características voltadas exclusivamente para os segmentos IP?  Como fariam esta empresas para se remunerar?  Com publicidade e modelos de subscrições? Garantiriam estas transmissões a cobertura simultânea hoje propiciada pelo broadcasting para milhões, bilhões de pessoas ao mesmo tempo?

Alguém diria: Isto é um questão de processamento e de ofertas de infraestrutura. Sim, é verdade. Na Alemanha, eles estão próximos de resolver esta questão. Mas e para os 4,2 bilhões de pessoas em todo o mundo que não tem sequer serviços de Internet discada? Haveria dinheiro para a inclusão? Estamos consolidando o fosso entre os incluídos e excluídos?

Mas isto é conversa de idealistas e o mundo quer resultados, não é mesmo?





sábado, 19 de janeiro de 2013

Você sabe o que é Smart Grid?


As smart grids são redes inteligentes de transmissão e distribuição de energia com base na comunicação interativa entre todas as partes da cadeia de conversão de energia. As smart grids conectam unidades descentralizadas de geração grandes e pequenas com os consumidores para formar uma estrutura ampla. Elas controlam a geração de energia e evitam sobrecarga da rede, já que durante todo o tempo apenas é gerada tanta energia quanto o necessário.

(Google Images)
A realidade do Smart Grid deve transformar o sistema elétrico em uma moderna rede que permitirá às concessionárias de energia e aos consumidores mudar a forma como disponibilizam e consomem energia. 

Para se alcançar um novo patamar de eficiência, as tecnologias que até então eram empregadas para dar suporte à infraestrutura elétrica passarão a ser essenciais, como as tecnologias de informação e comunicação (TICs), que suportarão a utilização em larga escala de medidores eletrônicos e sensores.

A parte mais visível dessa evolução, atualmente, está no uso, em larga escala, dos medidores eletrônicos de energia, que permitirão, em curto prazo, exercitar novas modalidades tarifárias e novos comportamentos de consumo. Telecomunicações, sensoriamento, sistemas de informação e computação, combinados com a infraestrutura já existente, passam a constituir cada vez mais um arsenal poderoso que pode fazer a diferença.

 Essa nova infraestrutura tecnológica permitirá a melhor administração do sistema elétrico - ativos, energia e serviços ao consumidor - resultando em uma maior eficiência técnica, econômica, social e ambiental. Junto com a smart grid, a gestão eficiente da rede elétrica é um passo importante para que o fornecimento de energia seja confiável.

A Siemens e a CEPEL fornecerão novos sistemas de gestão de energia para o Operador Nacional do Sistema Elétrico. A associação Siemens/CEPEL implementará uma monitoração e uma plataforma de controle padronizadas em quatro locais diferentes. 

Com essa solução, será possível fornecer monitoramento flexível e em tempo real, além de controlar a rede nacional brasileira de transmissão de eletricidade. Os sistemas serão instalados no Centro Nacional de Operação do Sistema (CNOS) em Brasília e em três centros operacionais regionais em Florianópolis, Recife e no Rio de Janeiro.

Vamos nos preparar para o futuro. Onde consumo planejado, eliminação do desperdício e a operação de novas fontes limpas e renováveis serão parte de um auspicioso cenário de desenvolvimento sustentável.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Capitulo 3: A montagem dos equipamentos nas casas dos beneficiarios do programa "Brasil sem Miséria" em João Pessoa, PB.


Nesta terceira publicação sobre o piloto da TV Digital Pública Interativa que está se realizando em João Pessoa, Paraíba, com 100 familias beneficárias do programa "Brasil sem Miséria", apresentamos o relatório produzido pela jornalista Madrilena Feitosa coordenadora executiva do projeto junto a Universidade Federal da Paraíba.

Relatório operacional 
"...Graças a uma força-tarefa que realizamos dias 21 e 22 de dezembro (sexta-feira e sábado), com a equipe de estudantes do Núcleo Lavid e alguns profissionais, concluímos a instalação dos set-top boxes e antenas nos bairros de Colinas do Sul e Cristo Redentor, em João Pessoa. 


 Seguindo orientação das assistentes sociais que atuam no Programam Bolsa Família, em Mandacaru, suspendemos a instalação naquele bairro, dia 21, tendo em vista o recrudescimento da violência em fins de semana e neste período de final de ano. Temendo pela segurança dos estudantes/instaladores, suspendemos a "operação", na sexta-feira, 21. Dessa forma, elegemos dia 08 de janeiro como data para fecharmos o trabalho em Mandacaru.
A receptividade às equipes foi muito boa, em geral, no Cristo e Colinas do Sul/Gramame. Uma reação muito comum e positiva, na maior parte das famílias, foi quanto à evidente melhora da qualidade da imagem, após a sintonia do sinal da TV Câmara, canal 61.3. Quase  100 por cento das famílias têm os antigos aparelhos de tubo e recebiam, em casa, apenas o sinal analógico. Agora, eles assistem, em muito melhor resolução, o novo canal (TV Câmara, 61.1, 61.2 e 61.3)), além da Record e Globo, que já estão com transmissão digital, na capital da Paraíba.
WENDER  e equipe de transmissão: os estudantes/instaladores reportaram alguns problemas para sintonizar o sinal da TV Câmara. Os maiores problemas foram no bairro Colinas do Sul/Gramame. Em geral, eles sintonizavam mais rápido o sinal da Record e Globo digitais.  Acho que temos que fazer um acompanhamento mais sistemático do alcance do sinal nos três bairros incluídos no projeto, pois disso também depende, e muito, o sucesso da nossa iniciativa.

Abaixo, um resumo das atividades.

INSTALAÇÃO CRISTO REDENTOR:
Total de casas: 32
Total de instalações: 27 casas
02 famílias mudaram de endereço.
02 Casas não foi possível capturar o sinal
Dias de instalação: 14, 17, 18, 21 e 22 de dezembro.

INSTALAÇÃO COLINAS DO SUL/GRAMAME:
Total de casas: 33
Total de instalações: 24
03 donas de casa não se encontravam na residência durante a visita.
03 famílias mudaram de endereço.
01 família não tinha energia em casa.
01 família tinha aparelho de TV sem entrada de video.
01 família aparecia duas vezes na lista
02 Casas não foi possível capturar o sinal
Dia de instalação: 22 de dezembro.

RELATORIO INSTALAÇÕES em 2013

Retomamos dia 08 de janeiro e a equipe conseguiu visitar cerca de 50 por cento das casas de Mandacaru. No próximo dia 17 deveremos concluir o restante em Mandacaru. Instalaremos também os equipamentos remanescentes nos bairros de Colinas e Cristo..."
Na proxima publicação estaremos relatando a pesquisa dos consultores do Banco Mundial referentes a avaliação critica e relatório econográfico deste projeto.