quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cronica da morte anunciada: Anatel decide que a faixa de 700Mhz vai mesmo para celulares 4G


Faixa de 700 MHz vai para a internet 4G, divulga Anatel
Com isso, o governo poderá leiloar a frequência para as operadoras de telecomunicações no primeiro semestre do próximo ano
REUTERS/Arnd Wiegmann
Celular com tecnologia 4G
4G: "Como o 700 MHz é utilizado mundialmente e seus equipamentos têm maior escala industrial, também deve haver melhoria nos preços", disse conselheiro da Anatel
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, na tarde desta quinta-feira, 31, a destinação da faixa de 700 megahertz (MHz), atualmente ocupada pelos canais 52 a 69 da TV aberta, para a telefonia e internet de quarta geração (4G).
Com isso, o governo poderá leiloar a frequência para as operadoras de telecomunicações no primeiro semestre do próximo ano.
"Essa faixa tem alcance maior e propagação melhor do que a faixa de 2,5 gigahertz (GHz) que já vem sendo utilizada para a oferta de 4G no Brasil desde o ano passado. Com a nova frequência, o serviço ganhará qualidade", afirmou o conselheiro da Anatel relator do processo, Rodrigo Zerbone.
"Como o 700 MHz é utilizado mundialmente e seus equipamentos têm maior escala industrial, também deve haver melhoria nos preços", completou.
Conforme adiantado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a faixa será dividida em quatro lotes nacionais de "10 MHz + 10 MHz" (metade para upload e metade para download), permitindo até quatro competidores diferentes na tecnologia. No leilão de 4G na frequência de 2,5 GHz realizado no ano passado, as quatro faixas foram adquiridas por Vivo, Claro, Oi e TIM.
Um lote de "5MHz + 5MHz" será reservado para a segurança pública e para utilização pelas Forças Armadas. Além disso, no início da faixa, entre o canal 51 e a faixa que será destinada ao 4G, um lote de 5 MHz será preservado para evitar interferências.
"A licitação só deve ocorrer após a definição sobre a realocação dos canais que atualmente ocupam a faixa. O edital deverá prever que os custos do replanejamento dos canais e os custos para mitigar eventuais interferências sejam pagos pelas operadoras de telecomunicações", acrescentou Zerbone.
A publicação do edital ficará condicionada ao regulamento de interferências e ao estudo de realocação dos canais 52 a 69 - parte onde estao localizados hoje, os canais publicos de TV. E estes para onde vao?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Vazamento do relatorio sobre Marco Civil pode gerar novo atraso


Relatório secreto sobre Marco Civil vaza na internet
A assessoria do deputado Alessandro Molon nega que exista uma nova versão do texto, além daquela disponibilizada em 20 de novembro de 2012
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ)
Alessando Molon: novo texto aparece justamente no momento em que Molon tem sido criticado por não disponibilizar para análise dos deputados o texto final


O deputado Eduardo Azeredo (PSDB/MG) surpreendeu a todos durante a audiência pública realizada na última terça, 29, sobre crimes ibernéticos, ao levar uma versão do substitutivo do Marco Civil da Internet diferente daquela tido como a última disponibilizada pelo deputado Alessandro Molon (PT/RJ).

A assessoria de Molon nega que exista uma nova versão do texto, além daquela apresentada em 20 de novembro de 2012. Mas, conforme apurou este noticiário, o texto que estava nas mãos de Azeredo foi divulgado pela Agência Câmara no dia 22 de outubro, após a realização de um videochat com Molon.

Leia aqui a notícia sobre o video chat e aqui o substitutivo divulgado pela Agência Câmara. Apesar da assessoria do deputado negar que o relatório seja oficial, jornalistas da Agência Câmara informaram a interlocutores dentro do Congresso que foi o gabinete de Molon quem disponibilizou a versão que foi colocada no site oficial de notícias da Câmara dos Deputados.

O novo texto aparece justamente no momento em que Molon tem sido criticado por não disponibilizar para análise dos deputados o texto final que, ao que tudo indica, deve ser votado na quarta, 6.

A “versão secreta” do substitutivo traz sinais de que o texto é sim uma evolução, resultado das inúmeras negociações que vêm acontecendo de 2011 para cá. No final do voto (página 82) o texto é datado do ano de 2012, mas ao final do projeto de lei o ano é 2013.

Mudanças

O novo relatório traz mudanças no artigo 2º, 9º e 13º. No artigo 2º a mudança é pequena. O caput ficou assim: “A disciplina do uso da Internet no Brasil tem como fundamento o respeito à liberdade de expressão, bem como:”, sendo que a expressão “o respeito à liberdade de expressão” é nova.

No artigo nono, onde reside toda a polêmica da neutralidade de rede, a alteração à primeira vista foi feita para agradar às teles. No parágrafo segundo que diz: “Na hipótese de discriminação ou degradação do tráfego prevista no parágrafo 1º, o responsável mencionado no caput deve:”, foi retirado o item IV: "oferecer serviços em condições comerciais não discriminatórias”. Era justamente esse o ponto mais criticado pelas teles.

O artigo 13º, por sua vez, foi totalmente substituído pelo parágrafo segundo do mesmo artigo. Saiu o texto: "Na provisão de aplicações de Internet é facultada a guarda dos registros de acesso a estas, respeitado o disposto do artigo 7º". E entou: Art. 13: “Ordem judicial poderá obrigar, por tempo certo, a guarda de registros de acesso a aplicações de Internet, desde que se tratem de registros relativos a fatos específicos em período determinado, ficando o fornecimento das informações submetido ao disposto na Seção IV deste Capítulo”.

Este é um ponto duramente criticado por alguns parlamentares, como o deputado Sandro Alex (PPS/PR). Para ele facultar a guarda dos registros de acesso às aplicações seria uma vergonha ao Brasil, especialmente depois das denúncias de espionagem e dos indícios de colaboração das empresas de Internet como o Google com a NSA.



terça-feira, 29 de outubro de 2013

TV Digital e smartphones serao questoes do PNAD


PNAD terá questões sobre TV digital e celulares com web
Fase de coleta de dados da PNAD se encerra no fim de dezembro. Até lá, cerca de 2 mil entrevistadores identificados visitarão casas selecionadas para pesquisa



Getty Images



Criança com tablet: pesquisa verificará se domicílio possui tablet, qual o dispositivo usado para acessar a internet e qual o tipo de conexão 

A coleta da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2013 começou em alguns estados, mas a largada oficial será dada nesta terça-feira, 29, em todo o Brasil.

Entre as novidades, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estão as questões sobre a recepção de sinal digital para televisores, o uso de celulares para acesso à internet e, pela terceira vez, a segurança alimentar.

Serão visitados mais de 150 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal para levantar dados sobre emprego, rendimento, saneamento básico, educação e alfabetização, demografia, migração e bens duráveis existentes nas residências, entre outros temas.



"É preciso estimular a população a atender o IBGE, pois é a partir dessas informações que se constrói o cenário para a formulação de políticas públicas", ressalta o coordenador de Trabalho e Rendimento do instituto, Cimar Azeredo.

A fase de coleta de dados da PNAD se encerra no fim de dezembro. Até lá, cerca de 2 mil entrevistadores identificados visitarão as casas selecionadas para a pesquisa. Os resultados serão divulgados a partir de setembro.

TV digital

Pela primeira vez, a PNAD investigará questões sobre a posse e quantidade de televisores, discriminando se são de tela fina ou tubo, bem como se o domicílio tem TV por assinatura, antena parabólica e recepção de sinal digital nos aparelhos.



Essas informações darão mais subsídios para a adoção do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) pelo Ministério das Comunicações, e o consequente desligamento do sinal analógico de TV aberta.

tablets e smartphones superam outros equipamentos em vendas

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Novo Smartphone da Sony tem TV Digital

Com TV digital, Xperia Z1 chega ao Brasil por R$ 2,4 mil



A Sony iniciou nesta quarta-feira, 23, a pré-venda do novo smartphone que ocupará o topo da sua linha de celulares inteligentes. O Xperia Z1 já está disponível para pré-compra em grandes varejistas pelo valor de R$ 2,4 mil.

O dispositivo conta com uma tela de 5 polegadas com resolução Full HD, semelhante às presentes no Xperia Z e ZQ. O aparelho promete ser um dos mais potentes do mercado, ostentando um processador Snapdragon 800, com o clock de 2,2 GHz e 2 GB de RAM.



Um dos destaques fica para sua câmera capaz de produzir imagens de 20,7 megapixels com suas lentes da série Sony G. Ela também filma em Full HD.

O sistema operacional do aparelho é o Android 4.2 (Jelly Bean). Ele também será à prova de poeira e água, o que significa que é possível mergulhá-lo a até 1,5 metro de profundidade por um período de até 30 minutos.


O aparelho terá conectividade 4G e NFC e terá um recurso para assistir TV digital, direcionado para mercados específicos, entre os quais o Brasil está incluído. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Brasil e Alemanha se unem contra EUA na Internet


Brasil e Alemanha se unem por resolução para Internet
Proposta brasileira na ONU será agora dividida com o governo alemão, também atingido diretamente pela espionagem da NSA
Kai Pfaffenbach/Reuters
Manifestante ergue um cartaz com imagem do presidente dos EUA, Barack Obama, durante protesto em apoio ao ex-prestador de serviço de uma agência de espionagem dos EUA Edward Snowden, em Frankfurt
Manifestante ergue um cartaz com imagem do presidente dos EUA durante protesto em Frankfurt: denúncias motivaram debates sobre uma nova regulamentação da internet

O Brasil conseguiu nesta sexta-feira, 25, o apoio da Alemanha para tentar aprovar nas Nações Unidas uma resolução a favor da privacidade na Internet. Proposta inicialmente brasileira, a resolução será agora dividida com o governo alemão, também atingido diretamente pela espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês). Nesta sexta, o Itamaraty confirmou que deverá reescrever com os alemães o primeiro rascunho de uma resolução a ser apresentada à Assembleia Geral.
A decisão alemã de unir esforços com o Brasil foi revelada pela revista americana Foreign Policy. Representantes dos dois países na ONU se reuniram esta semana em Nova York com diplomatas de outros países europeus e latino-americanos e decidiram dar força à resolução, proposta pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso na abertura da assembleia geral, em setembro.


A proposta brasileira foi recebida inicialmente com desconfiança, especialmente entre os países mais ricos. Havia o temor de que uma algum tipo de regulamentação pudesse, na verdade, virar uma espécie de censura nas comunicações, especialmente na Internet.
No entanto, as recentes revelações de que Alemanha e França também foram espionados - não apenas a população, mas empresas e até a chanceler alemã, Angela Merkel - mostraram que a indignação brasileira não era vã. Nesta sexta, o jornal britânico The Guardian revelou ainda que Brasil, França, Alemanha e México seriam apenas alguns dos governos, aliados ou não, que teriam sido espionados pelos americanos. Pelo menos outros 35 países foram monitorados.


A proposta inicial do Brasil é expandir os direitos à privacidade previstos no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, um dos três instrumentos que compõe a Carta Internacional dos Direitos Humanos -- os outros dois são a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos Sociais e Culturais. Criado em 1966, o pacto diz que "ninguém será objeto de ingerências arbitrárias ou ilegais na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem de ataques ilegais à sua honra e reputação". Diz, ainda, que quem sofrer esse tipo de ingerência terá que estar protegido pela lei.
A intenção dos governos brasileiro e alemão é não citar, em nenhum momento, o caso de espionagem e não apontar os americanos como grandes vilões. A resolução deve, inicialmente, ampliar a proteção para as comunicações online, que não existiam quando o Pacto foi criado.


A versão final do texto ainda está sendo negociada e deve ser passada pelos diversos países que compõe a Assembleia Geral para que se obtenha um texto palatável a maioria. A proposta deve ser votada ainda este ano.

sábado, 26 de outubro de 2013

Oi e TIM tem avaliacoes abaixo da media em telefonia celular




Oi e TIM têm piores desempenhos em avaliação da banda larga móvel em setembro

As operadoras Oi e TIM tiveram os piores desempenhos nas medições de banda larga móvel realizadas em setembro pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não atingindo determinadas metas de velocidade e qualidade em alguns Estados brasileiros.



A Oi ficou abaixo das metas de velocidade instantânea em Alagoas e Bahia. No Sergipe, ficou abaixo da meta de velocidade instantânea e velocidade média. Já a TIM não atingiu o patamar mínimo em velocidade instantânea em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo.

Na banda larga fixa, os piores desempenhos ficaram com Oi e GVT, que não atingiram algumas metas de velocidade e qualidade.



A Oi deixou de atingir pelos menos uma das metas --de latência, perdas de pacote, disponibilidade -- nos Estados de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.

Já a GVT não atingiu as metas de perda de pacotes e disponibilidade em Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul. No Estado de Santa Catarina, a empresa não atingiu a meta de disponibilidade.

A operadora Claro, da mexicana América Móvil, atingiu todas as metas no período na medição da banda larga móvel. A NET, empresa de banda larga fixa do mesmo grupo, ficou abaixo da meta de perda de pacote em Minas Gerais e de disponibilidade no Rio Grande do Sul.



A Vivo, por sua vez, ficou abaixo da meta de velocidade instantânea na banda larga móvel em Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A velocidade instantânea é a velocidade de upload e download apurada no momento de utilização da Internet. Já a velocidade média é a média das medições de velocidade instantânea apuradas durante o mês. A latência é o período de transmissão de ida e volta de um pacote.

A perda de pacotes ocorre quando, por falha ou baixa qualidade da conexão, um dos pacotes não encontra seu destino; e disponibilidade é o período durante o mês em que o serviço ofertado pela prestadora esteve disponível para o usuário.



A TIM informou ter observado oportunidades de melhora da taxa de velocidade instantânea em algumas localidades, e disse estar investindo com foco na ampliação e otimização de sua rede.

A Oi, por sua vez, disse que as situações em que as metas não foram alcançadas já foram mapeadas e estão sendo analisadas e tratadas pela companhia. A GVT informou que não se pronunciaria sobre o assunto.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cientistas debatem em SP futuro da inovacao no Pais

Comunidade científica debate fomento à inovação
Necessidade de valorizar pesquisadores, diminuir burocracia e fortalecer mecanismos de incentivo à inovação foram alguns dos pontos discutidos em seminário


Pesquisa
Pesquisa: 90% do total investido em pesquisa e desenvolvimento nas empresas no Brasil advém de recursos próprios e apenas 10% são recursos públicos Getty Image


A necessidade de valorizar os pesquisadores, diminuir a burocracia e fortalecer os mecanismos de incentivo à inovação, como os parques tecnológicos e as incubadoras de empresas, foram alguns dos temas debatidos no seminário São Paulo, Cidade da Inovação, realizado segunda-feira (21/10) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O evento faz parte da 10ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e foi organizado pelo Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCT&I), entidade ligada à Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) e da qual a FAPESP é membro.


Na mesa de abertura, Roberto Aluisio Paranhos do Rio Branco, vice-presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp, afirmou que 90% do total investido em pesquisa e desenvolvimento nas empresas no Brasil advém de recursos próprios e apenas 10% são recursos públicos.

“Há um esforço que deve ser reconhecido e mais estimulado por políticas públicas nas várias esferas governamentais para evitar que fatores macroeconômicos, além da burocracia, sejam restrições permanentes aos incentivos privados à inovação”, disse.



Rio Branco destacou a importância dos Parques Tecnológicos para a capital e para o estado e a necessidade de políticas públicas mais agressivas no tocante às incubadoras de empresas. “Nos Estados Unidos existem 1.115 incubadoras, aqui há 384. Esse resultado é preocupante porque as incubadoras de empresas são intrinsecamente inovadoras no Brasil. Cerca de 55% delas inovam para o país, 28% inovam para a economia regional e 15% para o mercado mundial. Apenas 2% não inovam”, disse.

Representando os Institutos de Pesquisa, Jorge Kalil, diretor-presidente do Instituto Butantan, apontou alguns dos principais gargalos à inovação no Brasil, em sua visão, como o baixo número de patentes registradas no país, o baixo número de pesquisadores por habitante e a baixa valorização do cientista na sociedade brasileira
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Enderecos na Internet terao 1745 novos sufixos



  • Mudança nos endereços da internet incluirá mais de 1.700 sufixos, como '.pizza' e '.rio'

    A organização responsável por administrar os chamados domínios de topo genéricos, a Icann, aprovou recentemente o último lote de pedidos de novas terminações. No total, são 1.745 sufixos liberados que se somarão aos 22 atualmente em uso (".org", ".net", por exemplo).

    A mudança, a maior na história dos endereços da web, implica que empresas e pessoas físicas passam a poder controlar esse tipo de domínio, algo que antes era reservado apenas a governos e organizações relacionadas à infraestrutura da internet.



    Para o internauta, isso significa mais sites com endereço intuitivo (como "saopaulo.pizza", "mpb.music" ou "prefeitura.rio"), mas também potenciais problemas com fraude --em um documento, a Icann aponta para terminações de "alto risco" como ".credit", ".shop" e ".discount", já aprovadas.

    Em 2011, após o anúncio da iniciativa, a Dell, a HP, a Samsung e outras 84 empresas publicaram uma carta aberta para tentar impedi-las, com a alegação de que as justificativas eram insuficientes e que os novos sites poderiam causar dano à reputação das marcas, além do custo alto.

    A Icann cobra US$ 185 mil para analisar um pedido, mas, somadas as exigências técnicas e jurídicas, o gasto total para cada domínio acaba sendo de por volta de US$ 700 mil, segundo Rob Hall, diretor da Momentous, empresa canadense que solicitou quatro terminações.



    A manutenção custa por volta de US$ 150 mil anuais.

    "Não sabemos se todas serão exitosas [financeiramente], mas essa não deixa de ser uma boa oportunidade", diz Hall. Os pedidos dele incluem ".sucks", considerada de alto risco, e ".rip", cuja ideia é ser usada para sites que homenageiam mortos.

    Todos os sufixos aprovados passaram à fase de contratação, seguindo uma ordem definida por sorteio, e muitos devem estar no ar no fim deste ano e no começo do ano que vem.

    Sete empresas brasileiras têm pedidos: Bradesco, Globo, Ipiranga, Itaú, Natura, UOL e Vivo, além do NIC.br. Solicitações do país incluem ".ltda", ".final", ".bom" e ".rio" (da prefeitura carioca).
    Sozinho, o Google fez 101 requisições (entre elas estão ".web", ".blog" e ".youtube").



    "É algo importante para a inovação ", diz Rodrigo de la Parra, vice-presidente da Icann para América Latina. "Dá às companhias oportunidades competitivas e, aos usuários, de identificação."

    Já para Demi Getschko, diretor do NIC.br, órgão que é uma espécie de supervisor da web no Brasil, novos domínios são desnecessários. "Ninguém nunca deixou de criar um site por não existir um sufixo que não fosse de seu gosto ou que não representasse sua ideologia."

    "Isso acaba gerando ruídos e conflitos, como foi o caso da Amazon", diz, referindo-se à terminação requerida pela varejista americana, que suscitou protestos de países amazônicos (entre eles o Brasil) e, por isso, teve sua avaliação prorrogada.


    Editoria de Arte

Apple escolhe TecnoPuc gaucho para montar curso de capacitacao IOS no Brasil



Apple deve instalar Centro de Capacitação no Brasil

Não é de hoje que empresas de tecnologia investem em capacitação de estudantes do Brasil. Muitas vem mostrando cada vez mais interesse no país e alguns brasileiros já chegaram a cargos altos, como Hugo Barra, ex-executivo do Google e atual chefe de operações da chinesa Xiaomi.

A mais nova a mostrar interesse por aqui é a Apple, que, segundo o jornal Zero Hora, irá criar no Rio Grande do Sul um Centro de Capacitação em Tecnologia. A gigante teria escolhido o Tecnopuc, parque Científico e Tecnólogico da PUCRS, para desenvolver o espaço.




Empresa deve criar curso sobre iOS para brasileiros

Segundo o jornal, a Maçã irá oferecer a universitários de qualquer instituição de ensino superior o programa “Brazil Education for iOS Development”, curso de capacitação voltado para seu famoso sistema operacional. A primeira turma deve ser formada por cerca de cem alunos graduados em tecnologia da informação.

Play Station 4 pode ser fabricado no Brasil


Sony quer produção do PS4 no Brasil para reduzir preço
Vice-presidente da empresa para a América Latina disse que companhia está trabalhando para fabricar o console o mais breve possível no país

Visitantes olham para o novo PlayStation 4 da Sony durante o Tokyo Game Show, em Chiba, leste de Tóquio

Yuya Shino/Reuters
                       Novo PlayStation 4 no Tokyo Game Show: console deve chegar no Brasil custando R$ 3.999

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Quase todos os videos vistos em 3G travam, diz SkyFire


Quase 90% dos vídeos assistidos em 3G travam no Brasil
A pesquisa realizada mostra que 89% de todos os vídeos transmitidos pelas redes 3G pararam durante a reprodução para recarregar conteúdo    Sony
Homem usando um smartphone Xperia M, da Sony
Homem usando celular: dados registraram que mais de 40% do total de vídeos foram transmitidos a uma taxa abaixo de 300 Kbps


Mais da metade de todos os vídeos assistidos por meio das redes 3G brasileiras sofre de problemas como travamento e carregamento frequentemente, segundo a Skyfire, subsidiária da Opera Software para otimização em nuvem de vídeos móveis.

A pesquisa realizada mostra que 89% de todos os vídeos transmitidos pelas redes 3G pararam durante a reprodução para recarregar conteúdo.

Outros dados registraram que mais de 40% do total de vídeos foram transmitidos a uma taxa abaixo de 300 Kbps.



Em dispositivo móveis, um vídeo em alta definição requer cinco ou dez vezes mais largura de banda, e vídeos de aplicativos como Instagram e Vine utilizam uma taxa entre 900 Kbps e 1300 Kbps.

Nas redes 2G, mais de 70% dos vídeos sofreram muitas paradas. A mensuração desse item considerou as ocasiões em que o tempo necessário para carregar o vídeo representou 10% ou mais do tempo total de reprodução. Também nessas redes, 94% dos vídeos pararam durante a reprodução para recarregar conteúdo.

Para o estudo, a Skyfire combinou seus dados globais sobre o volume de vídeos móveis trafegando pela rede e dados de uma pesquisa sobre largura de banda realizada pela OpenSignal, empresa especializada em redes sem fio. Os dados são de setembro deste ano.




domingo, 20 de outubro de 2013

Nos EUA , Internet torna-se a principal fonte de noticias

Internet já é principal fonte de notícias para os americanos

A internet já supera a TV e os jornais como principal fonte de notícias dos americanos. Uma compilação de diversas pesquisas feita pelo Pew Research Center mostra que metade deles preferem os noticiários online. E o percentual é muito maior entre os mais jovens. Na faixa de 18 a 29 anos, 71% dizem que preferem se informar via internet. Entre os mais velhos, entre 30 e 49 anos, este número cai para 63%.

Dentro do universo da internet, as tendências reveladas pelo Pew mostram que as redes sociais têm ganhado uma crescente importância na vida das pessoas como fonte de notícias.Estes tipos de sites se mostraram mais populares entre os jovens de 18 a 24 anos (34%), mas também foram citados como preferidos por 30% das pessoas na faixa dos 30 anos.



O Twitter, por exemplo, lembrou a entidade, teve um papel crucial durante a passagem do furacão Sandy nos EUA em 2012. De acordo com os números do centro de pesquisa, do total de tuítes sobre o assunto, 34% deles eram notícias e divulgação de serviços do governo para auxiliar a população e 25% divulgavam vídeos e fotos do episódio.

50% da população americana têm um tablet ou um smartphone e é através destes dispositivos móveis que a maioria (66%) acessa as notícias na internet. Dos 44% que tem smartphones, 62% os usam para ter acesso às notícias. No que diz respeito aos tablets, 22% dos americanos têm um em casa e 64% deles aproveitam o aparelho para ler reportagens.

Ainda sobre as pessoas que usam dispositivos móveis, 60% dos usuários de tablets e 61% dos donos de smartphones nos Estados Unidos disseram que preferem acessar reportagens nestes dispositivos através de browsers em detrimento do apps de notícias.



Outro dado interessante é o fato de os americanos estarem cada vez mais se desdobrando para ficarem de olho em duas telas ao mesmo tempo. O Pew constatou que, durante as eleições para a presidência dos EUA no ano passado, 27% dos entrevistados seguiu a cobertura na televisão, enquanto repercutiam o assunto na internet.

Este número ainda é pequeno perto da quantidade de pessoas que optou por seguir a o assunto apenas via televisão, 65%, mas é bem maior que a percentagem de pessoas ligadas apenas na internet, 6%.

Mas há um ponto curioso no cruzamento destes dados. Ao mesmo tempo em que existem números que mostram que a maioria dos americanos está lendo notícias na internet, 65% deles disseram crer que a mídia é tendenciosa.

81% declararam ainda que as empresas de comunicação são influenciadas por “pessoas poderosas” e há uma parcela considerável, 73% dos entrevistados, que acha que a imprensa se concentra em notícias pouco importantes.


Orgaos tecnicos responsaveis pela Internet global querem liberar-se dos dos EUA

Organizações responsáveis-técnicas pela internet querem se emancipar dos EUA


Escândalos e polêmicas do governo Obama23 fotos

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As revelações dos últimos meses sobre o monitoramento da internet exercido pelo governo norte-americano podem fazer com que os Estados Unidos percam o controle das instituições encarregadas do funcionamento da rede mundial de computadores. De qualquer maneira, uma revolta tem surgido entre diferentes instâncias técnicas do mundo, encarregadas de definir os padrões e administrar os recursos da rede. E é o Brasil que poderá liderar e centralizar essa vontade de emancipação.

Reunidos em Montevidéu, no Uruguai, os líderes de organizações responsáveis pela infraestrutura técnica da internet fizeram um apelo, na segunda-feira (7), pela emancipação da ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) e da IANA (Internet Assigned Numbers Authority). Eles declararam que é preciso acelerar "a globalização das funções da IANA e da ICANN na direção de um ambiente no qual todas as partes interessadas, inclusive todos os governos, participem em um pé de igualdade."



A ICANN gerencia os endereços de conexão à internet (endereços IP) e os nomes de domínio (como Lemonde.fr) em nível mundial. Ela o faz sob o controle do departamento americano de comércio.

A declaração foi endossada pela IETF (Internet Engineering Task Force) e pelo W3C (The World Wide Web Consortium), encarregado dos padrões técnicos da internet, pela ICANN e suas sociedades irmãs, bem como por quatro gestores regionais de endereços IP e pela Internet Society, defensora histórica de uma internet aberta.

"A declaração de Montevidéu foi algo histórico, nunca essas organizações, responsáveis técnicas pela internet, haviam interpelado dessa forma o governo americano", diz Bernard Benhamou, representante para usos de internet no Ministério da Economia Digital e ex-negociador da ONU.

Após o escândalo do monitoramento das comunicações mundiais pela NSA (National Security Agency), o domínio dos Estados Unidos sobre as instituições que definem as regras da internet e as aplicam se tornou um grande assunto da política internacional. O país que cria as regras da rede mundial as estaria distorcendo para vantagem própria.



As instâncias mundiais "técnicas", que acreditavam estar protegidas dos jogos políticos, agora mostram seu repúdio pelos métodos americanos.
Cúpula em 2014 no Brasil

Nesse contexto, o Brasil se tornou um interlocutor de primeira. Após a declaração de Montevidéu, o presidente da ICANN, Fadi Chehadé, encontrou a presidente brasileira Dilma Rousseff para lhe pedir que exerça a liderança na criação de uma nova governança da internet mais igualitária, relata o blog Internet Governance Project.

Essa declaração traduz claramente a vontade de uma supervisão entre Estados, "como substituto de uma supervisão americana, ainda que não exista nenhum projeto específico", explica o site. "Nós decidimos que o Brasil receberá, em abril de 2014, uma cúpula internacional de governos, indústrias e acadêmicos" sobre a questão da governança, declarou a presidente brasileira.

O voluntarismo brasileiro não é somente oportunismo político. A revelação de que a NSA espionou diretamente a presidente brasileira Dilma Rousseff foi um choque para o país.



Essa descoberta levou à convocação do embaixador americano e depois ao adiamento de uma visita de Dilma Rousseff aos Estados Unidos, em meados de setembro, enquanto a situação não fosse esclarecida.

A presidente afirmou que quer mais independência e segurança para a internet brasileira. Além disso, o país pediu, no início de outubro, explicações ao Canadá, que teria conduzido uma espionagem "inaceitável" do Ministério das Minas e Energia, e exigiu de seus "aliados" a suspensão do monitoramento.

As revelações sobre a espionagem mundial foram um desencadeador, mas não o único. A aceleração da reflexão nos países emergentes teve um primeiro motivo: a cúpula da ONU sobre a governança da internet em Dubai, em dezembro de 2012.

Essa cúpula presenciou os Estados Unidos e os "grandes emergentes" (entre eles a Rússia) brigarem pelo controle da internet, tendo como pano de fundo o risco de ver certos países não-democráticos "nacionalizarem" suas redes.

Entre um controle americano e a fragmentação da internet por país, há quem tente encontrar uma solução para uma gestão mundial da rede.



Tumblr 'Obama está lendo seu e-mail' ironiza espionagem digital dos EUA 19 fotos

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A legenda desta foto no Tumblr diz que, nem quando está offline, o presidente deixa de ler e-mails. Com a divulgação que o governo dos Estados Unidos tem acesso a dados privados de usuários (como conversas telefônicas ou mesmo e-mails), internautas começaram a fazer montagens brincando com essa situação. Um dos mais famosos é o tumblr "Obama is checking your e-mail" (Obama está checando seu e-mail), que mostra imagens do político (geralmente em compromissos oficiais) vendo telas de computador em diversas ocasiões. A brincadeira é dar a impressão de que Obama está está "xeretando" a vida digital dos internautas. A legenda desta imagem no Tumblr diz que quando o presidente não está lendo seus e-mails, ele está ouvindo suas ligações do Skype Reprodução/obamaischeckingyouremail.tumblr.com

sábado, 19 de outubro de 2013

Comunicacao humana ja pode ser feita pelo pensamento

Cientista controla cérebro de colega com o pensamento

O teste permitiu que um dos cientistas enviasse sinais cerebrais pela internet para controlar a mão de outro pesquisador, que estava em outro local


cientista controla cérebro do colega
Rajesh Rao forçou Andrea Stocco a mover o dedo indicador para apertar o botão de tiro em um jogo de computador
Pesquisadores da Universidade de Washington conectaram os cérebros de duas pessoas pela internet, tornando possível que um controlasse o outro. O experimento demonstra o enorme potencial dessa tecnologia, que liga mentes por meio de conexões eletrônicas.
O teste foi chamado "Comunicação Direta Cérebro-Cérebro em Humanos" e permitiu que um dos cientistas enviasse sinais cerebrais pela internet para controlar a mão de outro pesquisador, localizado em outra área da universidade.


Rajesh Rao forçou Andrea Stocco a mover o dedo indicador para apertar o botão de tiro em um jogo de computador. Os dois alvos da experiência tiveram os cérebros conectados por uma touca magnética, que interpreta e estimula sinais cerebrais.

Essa mesma tecnologia pode permitir no futuro que humanos se comuniquem apenas com o pensamento.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Novo aparelho permite usar tecnologia sem fio por proximidade

USB sem fios compartilha arquivos por proximidade

USB sem fios compartilha arquivos por proximidade
Aqui o Intouch nas versões anel e pulseira. [Imagem: VTT]
O aparelho, que funciona por proximidade, é tão pequeno que pode ser fixado na unha.[Imagem: VTT]
Agora já é possível trocar dados entre esses equipamentos usando um aparelho que é tão pequeno que pode ser fixado sobre a unha do dedo.
Segundo os pesquisadores do Centro de Pesquisas Técnicas VTT, na Finlândia, o equipamento funciona como uma interface que permite a troca de arquivos de um aparelho para outro com apenas um toque - nos aparelhos que possuem tela sensível ao toque.
Batizado do InTouch, o dispositivo pode ser fixado na unha, em um anel ou pulseira, o que é necessário porque ele é acionado por proximidade com o aparelho de destino.
A seguir, é só tocar no ícone referente ao programa de controle do dispositivo para que seja possível a recepção, transmissão e compartilhamento de fotos, vídeos ou qualquer ou outro arquivo.
USB sem fios compartilha arquivos por proximidadeComunicação de campo próximo
Segundo o instituto, as áreas de aplicação do InTouch vão muito além do mercado de consumo e entretenimento, podendo incluir aplicações em automóveis, na indústria, logística e saúde.
"Do ponto de vista do usuário final, a transferência de dados entre dispositivos hoje é feita com cartões de memória, conexões ponto-a-ponto de curto alcance (por exemplo, Bluetooth) ou pela nuvem (compartilhamento de serviços). Fundamentalmente, todos estes métodos são dependentes de dispositivos tradicionais e métodos de uso normalizados, por exemplo hierarquias de menus," diz a nota do instituto.
Já com o InTouch, a interface de usuário funciona por meio de telas sensíveis ao toque obedecendo ao padrão NFC (Near Field Communication), um protocolo criado originalmente para smartphones, que estabelecem uma comunicação via rádio pela mera aproximação de dois aparelhos.

Os pesquisadores comparam a tecnologia com um "USB sem fios".
No caso do novo dispositivo, basta aproximá-lo do smartphone, tablet ou computador que dê suporte ao padrão NFC e a conexão é feita automaticamente quando se toca no ícone de seu aplicativo.are on myspace. 

Lei das antenas pode ser votada rapidamente, diz ministro.


Lei das Antenas poderá voltar ao Senado
A sensação de que a Câmara modificará o projeto veio das indagações realizadas pelo relator, deputado Edson Santos, a Paulo Bernardo
Antonio Cruz/Abr
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo
Paulo Bernardo: ministro explicou que lei não vai tirar a atribuição do Conama, mas, sim, fazer com que o órgão "delibere em um prazo razoável"


Depois de uma tramitação a jato no Senado Federal, a Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados se mostra sensível à necessidade de uma aprovação rápida do Pojeto de Lei (PL) 5.013/2013, a chamada Lei das Antenas, mas dá sinais de que o texto que veio do Senado Federal tem grandes chances de ser alterado. Sendo assim, o projeto precisaria, necessariamente, voltar a ser analisado no Senado Federal novamente.

A sensação de que a Câmara modificará o projeto veio das indagações realizadas pelo relator, deputado Edson Santos (PT-RJ), ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em audiência pública realizada pela Comissão Especial nesta quarta, 16. "Poderemos ter uma ou outra emenda de correção", disse a este noticiário o deputado Edson Santos.



De maneira geral, o deputado ficou satisfeito com as explicações de Bernardo, com exceção ao comando que ao PL dá ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Pelo PL 5.013, o Conama deverá instituir um procedimento simplificado de análise dos pedidos de instalação de antenas.

Esse ponto, diz Santos, será analisado com mais cuidado. "Nós não queremos uma legislação que seja objeto de questionamentos posteriores", afirma ele.

O ministro Paulo Bernardo explicou que a lei não vai tirar a atribuição do Conama, mas, sim, fazer com que o órgão "delibere em um prazo razoável". "Fizemos isso no Minha Casa Minha Vida. Não estamos tirando atribuição do Conama, queremos um procedimento simplificado", explica Bernardo.



A sua principal preocupação, entretanto, foi suficientemente explicada pelo ministro Paulo Bernardo. O PL equipara telecom à energia em relação ao direto de passagem, assim os estados e municípios não poderão cobrar das empresas de telecomunicações pelo direito de passagem – gratuidade de que também gozam as empresas de energia.

Outro questionamento colocado pelo relator foi em relação à determinação de que se em 60 dias os órgãos competentes não decidirem sobre o pedido de instalação de antena, a empresa ficaria autorizada a instalá-la. "À primeira vista, isso pode causar polêmica, mas por que temos que esperar um ano, um ano e meio? A nossa ideia é empurrar um pouco para desburocratizar", afirma Bernardo.

O deputado Edson Santos pretende entregar o seu relatório até o final do ano. Estão agendadas quatro "mesas redondas" fora de Brasília para colher contribuições dos Estados: Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rondônia.

com Tela Viva

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O futuro da Internet, segundo o Google


O futuro da Internet (e do mundo) segundo o Google

Eric Schmidt, presidente do conselho administrativo do Google, e Jared Cohen, diretor de ideias da empresa, escreveram um livro em que fazem algumas previsões surpreendentes para o futuro. Veja quais são.












Daqui a dez ou vinte anos, a internet será muito diferente do que é hoje. Mas como? Eric Schmidt, presidente do conselho adminis-trativo do Google, e Jared Cohen, diretor de ideias da empresa, escreveram um livro em que tentam responder a essa pergunta: The New Digital Age, recentemente lançado nos EUA. Nele, fazem algumas previsões surpreendentes, e nem sempre otimistas, para o futuro. Veja quais são.

COMPORTAMENTO

1. O passado vai nos condenar
No mundo físico, você sempre pode mudar. Pode mudar de cidade, de aparência, de estilo, de profissão, de opinião. Na internet, não é assim: tudo o que você já fez ou disse fica gravado para sempre. Cada vez mais, usamos a rede para nos relacionar uns com os outros. Isso está gerando uma massa de dados tão grande, cobrindo tantos detalhes das nossas vidas, que no futuro será muito difícil de controlar - e poderá nos comprometer. "Nunca mais escreva [na internet] nada que você não queira ver estampado na capa de um jornal", advertem Cohen e Schmidt.

A internet não esquece nada. E isso afetará a vida de todo mundo. Se uma criança chamar uma colega de "gorda" na rede, por exemplo, poderá manchar a própria reputação pelo resto da vida - pois todo mundo saberá que, um dia, ela praticou bullying. Inclusive potenciais empregadores, que poderão deixar de contratá-la. Uma foto, um comentário, um post infeliz poderá trazer consequências por muito tempo. "Os pais terão de conversar com os filhos sobre segurança e privacidade [online] antes mesmo de falar sobre sexo", dizem os autores. Schmidt diz que a internet deveria ter um botão "delete", que permitisse apagar para sempre eventuais erros que cometamos online. Isso é muito difícil, pois alguém sempre poderá ter copiado a informação que queremos ver sumir. Mas surgirão empresas especializadas em gerenciar a nossa reputação online, prometendo controlar ou eliminar informações de que não gostamos, e empresas de seguro virtual, que vão oferecer proteção contra roubo de identidade virtual e difamação na internet. "A identidade online será algo tão valioso que até surgirá um mercado negro, onde as pessoas poderão comprar identidades reais ou inventadas", dizem os autores.

O fim do esquecimento terá consequências profundas - que, para o Google, incluirão até a escolha do nome das pessoas. Alguns casais batizarão seus filhos com nomes bem diferentes, que não sejam comuns, e registrarão esses nomes nas redes sociais antes mesmo do nascimento da criança, tudo para que ela se destaque. Outros preferirão nomes comuns e genéricos, do tipo "José Carlos", que sejam muito frequentes e tornem mais difícil identificar a pessoa, permitindo que se esconda na multidão e mantenha algum grau de privacidade online. Hoje, esse tipo de coisa soa meio estranho. No futuro, talvez não seja.




POLÍTICA

2. Haverá um ataque terrorista envolvendo a internet

O vírus Stuxnet, supostamente criado por Israel, foi usado para atacar o programa nuclear iraniano, e quase todas as semanas surge um novo caso de empresa ou universidade americana que teve seus computadores invadidos por hackers chineses. Ou seja: a guerra digital já é uma realidade. Ela tende a aumentar, tanto que o livro do Google fala no surgimento da Code War (guerra de códigos, em inglês), um conflito que envolveria vários países atacando as redes de computadores uns dos outros. Seria um conflito longo e cheio de pequenas sabotagens, sem declarações diretas de guerra, semelhante à Guerra Fria. "Os países vão fazer coisas online uns com os outros que seriam muito provocadoras [como sabotar usinas, espionar, derrubar o acesso à internet] de se fazer offline. Isso vai permitir que os conflitos aconteçam no campo de batalha virtual, enquanto o resto permanece calmo."

Mas o fato de a guerra ser digital não significa que ela não vá derramar sangue. Os executivos do Google imaginam um novo 11 de Setembro, que envolveria uma sequência de ações terroristas online e offline. Um hacker poderia invadir o sistema de tráfego aéreo de algum país, por exemplo, e induzir os aviões a voarem na altitude errada - para que eles se choquem uns contra os outros. Aí, com a atenção mundial voltada para esse caos aéreo, viria a segunda fase do ataque: bombas posicionadas estrategicamente em Nova York, Chicago e em São Francisco explodiriam. Nas horas seguintes, uma nova onda de ataques virtuais atrapalharia a comunicação e a mobilização da polícia, dos bombeiros e ambulâncias. Em seguida, outro ataque poderia prejudicar os sistemas de distribuição de água, energia, óleo e gás do país. "No futuro, a força dos grupos terroristas não virá da disposição de morrer por uma causa, e sim do domínio tecnológico que eles possuírem", preveem os autores.

3. O governo vai migrar para a web
Ir a uma repartição pública costuma ser uma experiência desagradável, cheia de burocracia e filas. Mas e se essa repartição fosse transformada num site - no qual você pudesse resolver todos os seus problemas? Eric Schmidt e Jared Cohen propõem que o governo migre para a internet e seja capaz de funcionar por meio dela. Isso tornaria a operação mais eficiente, permitindo dar um atendimento melhor à população, e também seria uma vantagem em caso de desastres naturais. Se o prédio de um ministério fosse destruído por um terremoto, por exemplo, a instituição poderia continuar a funcionar online, com os funcionários se conectando de qualquer PC com acesso à internet.

4. A rede vai se fragmentar
A internet foi criada, no final dos anos 60, para conectar as redes internas de universidades e instituições do governo americano. Ou seja: ela é, por definição, uma união de pequenas redes (daí seu nome, que significa "inter-rede"). É essa união que nos permite acessar qualquer site, de qualquer lugar do mundo, e foi ela a grande responsável pela universalização da internet. Mas, no futuro, não será assim. Com a desculpa de combater o terrorismo e os crimes online, e também por questões culturais, alguns países criarão suas próprias regras - e, na opinião do Google, isso acabará resultando em internets nacionais, com as características de cada lugar. E o que entra e sai de cada uma delas será monitorado, com direito a censura. Mais ou menos como já acontece em países como Irã e China - só que no mundo inteiro. Essa previsão pode parecer exagerada, mas tem certo respaldo no mundo real. Em março deste ano, o Parlamento Europeu discutiu uma lei que iria proibir o conteúdo pornográfico na internet (e acabou não sendo aprovada). É provável que, no futuro, os Estados tentem exercer algum controle sobre a internet.

Outra tendência, segundo Cohen e Schmidt, é a formação de alianças digitais entre países que tem costumes e opiniões semelhantes. Poderá surgir uma internet regional cobrindo vários países do Oriente Médio, por exemplo, com conteúdo e regras determinadas por eles. Em contrapartida, minorias ou insurgentes também poderão ter seu país online, como a criação de uma internet palestina, por exemplo. "O que começou como a World Wide Web começará a se parecer mais com o próprio mundo, cheio de divisões internas e interesses divergentes", dizem os autores. Eles imaginam até a criação de uma espécie de visto, que controlaria quem pode ou não entrar na internet de cada país. "Isso poderia ser feito de forma rápida e eletronicamente, exigindo que os usuários se registrem e concordem com certas condições de acesso à internet de um país."




SOCIEDADE

5. Um computador saberá tudo sobre você
Quer saber quais informações o Google tem sobre a seu respeito? Acesse o site google.com/dashboard e você provavelmente irá se surpreender. São dezenas de informações, que incluem quais buscas você fez, quem são seus amigos, sua agenda de compromissos, seu endereço, onde você vai e todo o conteúdo dos seus e-mails e documentos. O Google já sabe muita coisa. Mas, no futuro, poderá saber ainda mais. Isso porque as informações que hoje ficam em bancos de dados separados, como a sua identidade (RG), registros médicos e policiais e histórico de comunicações, serão unificadas em um único - e gigantesco - arquivo. Com apenas uma busca, será possível localizar todas as informações referentes à vida de uma pessoa. Algumas delas só poderiam ser acessadas com autorização judicial, mas sempre existe a possibilidade (e o receio) de que isso acabe sendo desrespeitado. Um exemplo recente: em maio, vazou na internet um documento no qual o FBI autoriza seus agentes a grampear os e-mails de qualquer pessoa, mesmo sem permissão de um juiz.

Lutar contra isso, e revelar poucas informações pessoais na internet, será visto como atitude suspeita. Cohen e Schmidt acreditam que o governo vá criar uma lista de "pessoas offline", gente que não posta nada nas redes sociais - e por isso supostamente tem algo a esconder. "Elas poderão ser submetidas a um conjunto de regras diferentes, como revista mais rigorosa no aeroporto ou até não poder viajar para determinados locais", dizem.

6. Um grupo vai desvendar as mentiras da internet
É comum que os governos falsifiquem ou adulterem informações. Era assim na URSS (Stálin mandava apagar pessoas de fotos históricas) e é assim no Irã e na Coreia do Norte, que já foram pegos usando Photoshop para manipular imagens militares. Por isso, os executivos do Google preveem a criação de uma entidade, independente de qualquer governo, que seria responsável pela fiscalização e investigação dos dados divulgados na internet, principalmente os que envolvessem política e conflitos armados. Uma espécie de Cruz Vermelha virtual, que teria representantes de vários países e funcionaria como referência para os órgãos de imprensa.

7. Mais pessoas terão (menos) poder
A internet permite que as pessoas se informem, se comuniquem e se organizem de forma livre e independente. Ou seja, ela dá poder às pessoas. Com o acesso a novas ideias, populações vão questionar mais seus líderes. Imagine o que acontecerá quando o habitante de uma tribo na África, por exemplo, descobrir que aquilo que o curandeiro local diz ser um mau espírito na verdade não passa de uma gripe. "Os governos autoritários vão perceber que suas populações serão mais difíceis de controlar e influenciar. E os Estados democráticos serão forçados a incluir mais vozes em suas decisões", escrevem Jared Cohen e Eric Schmidt.

A Primavera Árabe é um bom exemplo disso. A internet teve um papel fundamental na organização dos grupos populares que derrubaram os governos de quatro países (Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen) e abalaram vários outros. No caso egípcio, o próprio Google acabou sendo envolvido - pois Wael Ghonim, executivo da empresa no Egito, entrou por conta própria em mobilizações online (e ficou 11 dias preso por causa disso).

Na era da internet, minorias antes reprimidas também passam a ter uma voz. Mas, na opinião do Google, isso não terá necessariamente um grande efeito prático. É o chamado ativismo de sofá. A pessoa pode até curtir e compartilhar conteúdo relacionado a uma causa, mas, na hora de ir para as ruas, a coisa fica diferente. A mobilização virtual nem sempre se traduz em engajamento real. Além disso, a internet permite que os movimentos sociais surjam e cresçam muito rápido, de forma descentralizada e diluindo o poder entre muitas pessoas. Isso acaba fazendo com que esses movimentos tenham muitos líderes fracos, em vez de poucos líderes fortes.



Para sustentar essa tese, Cohen e Schmidt citam a Primavera Árabe, em que os regimes totalitários e os ditadores caíram, mas seu lugar acabou sendo tomado por governos muçulmanos, que não são particularmente democráticos, em vez de lideranças egressas da internet. "Sem estadistas, não haverá indivíduos qualificados o suficiente para levar um país adiante. Corre-se o risco de substituir uma forma de autocracia por outra", dizem os autores. Em suma: a internet distribui o poder, mas isso não necessariamente resulta na formação de grandes líderes. Nelson Mandela não era uma celebridade de Facebook.